Empresa projeta R$ 32 bilhões em emissões estruturadas em 2026 e lança o primeiro sistema self-service do mercado, que conecta em tempo real todos os participantes de uma operação
A QI Tech, líder em infraestrutura para serviços financeiros, entra no mercado de renda fixa privada como Escrituradora e Banco Liquidante para CRI, CRA, Debêntures, CR e Notas Comerciais. Com plataforma 100% proprietária e licença própria, a empresa projeta escriturar R$ 32 bilhões em emissões ao longo de 2026.
Essa iniciativa ocorre em meio a uma fase de forte tração do setor. Conforme dados da ANBIMA, o mercado de capitais nacional atingiu o patamar inédito de R$ 838,8 bilhões em captações durante 2025. Dentro desse cenário de recordes, as debêntures totalizaram R$ 492,8 bilhões, enquanto as notas comerciais apresentaram uma expansão de 18,9%, somando R$ 51,8 bilhões no período. Com o crédito bancário encarecido pela Selic em patamar elevado, o mercado de capitais consolidou-se como a principal via de financiamento corporativo.
A infraestrutura que sustenta esse mercado, no entanto, não evoluiu no mesmo ritmo. Hoje, a escrituração e a liquidação de títulos de renda fixa privada são controladas por um grupo restrito de grandes bancos e prestadores tradicionais, operando com sistemas fragmentados, dependência de e-mails, trocas manuais de documentos e pouca visibilidade sobre o status das operações.
A QI Tech chega para mudar esse padrão. Hoje, o processo de emissão de renda fixa privada roda em e-mail e planilha. Um emissor com dez operações estruturadas com quatro agentes fiduciários e três securitizadoras diferentes têm suas informações espalhadas em sete lugares distintos. Não existe um ambiente onde ele veja todas as suas operações consolidadas em um só lugar. Não existe um portal onde o investidor acesse sua posição individualizada, histórico de rendimentos e status das liquidações dos ativos que carrega. Para saber o que aconteceu, ainda se manda e-mail ou consulta informações em diversas fontes diferentes.
Com a QI Tech como escrituradora e banco liquidante, todas as operações do emissor vivem em um único ambiente, independente de quantos agentes fiduciários, securitizadoras ou coordenadores estejam envolvidos. Cada contraparte acessa exatamente o que é seu, em tempo real, sem relatório e sem intermediário. A QI Tech recebe os pagamentos dos emissores e liquida os valores dentro das câmaras de compensação para distribuição entre os investidores, com fluxos totalmente automatizados e rastreabilidade completa. A integração nativa com a B3 garante que qualquer movimentação de titularidade seja refletida automaticamente no sistema. O portfólio de serviços se completa com conta escrow para trânsito de garantias e plataforma de assinatura própria, eliminando a necessidade de múltiplos fornecedores em uma única operação.
“Construímos a QI Tech para resolver problemas que o mercado aprendeu a conviver. A escrituração e liquidação de renda fixa privada movimenta centenas de bilhões por ano e ainda funciona com infraestrutura que não condiz com o tamanho desse mercado. Hoje, uma única operação pode passar por cinco prestadores diferentes trocando e-mails entre si. Estamos trazendo para esse segmento o mesmo nível de infraestrutura tecnológica que já entregamos para FIDCs, onde somos líderes com R$ 175 bilhões sob administração”, afirma Pedro Mac Dowell, CEO e fundador da QI Tech.
“Pela primeira vez, todos os participantes de uma emissão, do coordenador ao investidor final, acessam a mesma plataforma, em tempo real. A integração nativa com a B3 garante que qualquer movimentação de titularidade seja refletida automaticamente no nosso sistema, e o fluxo de liquidação roda de forma totalmente automatizada, do aviso de pagamento ao crédito na conta do investidor. É infraestrutura de verdade, não um portal com PDF”, afirma Pedro Camacho, diretor comercial responsável pelo produto na QI Tech.
A entrada no segmento é parte de uma transformação mais ampla: o mercado financeiro brasileiro está finalmente migrando de infraestrutura analógica para infraestrutura digital de verdade. A QI Tech lidera essa transição não como mais um participante do sistema existente, mas como a empresa que está redesenhando como esse sistema funciona. Da originação ao pós-emissão, a cadeia de valor do crédito privado passa a operar com a mesma velocidade e integração que o volume que ela movimenta sempre exigiu.
Sobre a QI Tech
A QI Tech é uma empresa líder em infraestrutura que permite que instituições operem serviços e produtos financeiros. Por meio de tecnologia proprietária, oferece soluções de Banking as a Service, Lending as a Service, administração e custódia de fundos e gestão de risco para empresas de diferentes setores, incluindo bancos, gestoras e varejo.
Foi a primeira empresa a obter a licença de SCD concedida pelo Banco Central e conta também com uma DTVM chancelada pela CVM. A QI Tech já recebeu investimentos de fundos como GIC, General Atlantic e Across Capital e, desde 2024, é considerada o único unicórnio latino-americano do setor. Em 2025, foi reconhecida pela ANBIMA como a maior administradora e custodiante de FIDCs do país, com R$ 175 bi sob administração, além de reconhecida pela Fitch Rating com selo AA-(bra).